Amor. Uma única palavra capaz de guardar um mundo de desejos. Quem não deseja amar e ser amado reciprocamente, sem dores, dúvidas e obsessões? Um amor daqueles que é para a vida inteira, que te leva para o altar e além – rumo aos cabelinhos brancos.

Essa semana começou batizada pelo espírito de amor, aqui na família, com casamento na praia numa maravilhosa tarde iluminada pelo pôr do sol, que cintilava nas ondas do mar. Abençoado. Esplendido. Um belo início de uma vida a dois. Ou talvez não o início, mas a confirmação de um desejo recíproco. Hoje em dia casamento não é necessariamente sinônimo de início de uma vida a dois, mas apenas a comemoração dessa escolha. É quase como uma mensagem de alegria; convite para as pessoas amadas compartilharem do amor sentido pelo casal. O fato é que, de uma forma ou de outra (já vivendo juntos ou começando naquele momento) sempre tem esse peso do “para sempre”. E com amor.

Acho interessante porque tenho a impressão de que grande parte das pessoas vive uma espécie de dicotomia quando falam em amor e casamento. Todos querem encontrar o amor perfeito, para vida, mas muitos parecem não acreditar na força da manutenção de uma união. Aterrorizam-se com o “para sempre”, desconfiam da possibilidade de ser “com amor”.

Amar e dividir a vida com esse amor não é apenas encontrar uma pessoa que despertou o seu interesse e sua paixão. É decidir o que se realmente quer. Só você pode dizer se um relacionamento dará certo e será para vida toda. Só você sabe se esse é de fato o seu objetivo. Uma hora ou outra você vai se perguntar como era ter uma paixão recente; como era sentir os dedos tremendo diante de um novo encontro; como era descobrir um novo aspecto interessante na pessoa se se conheceu. A falta desses pequenos prazeres de relacionamentos recentes não significa que o seu esteja desgastado, apenas indica que vocês se conhecem bem demais. Cabe ao casal fazer desse conhecimento alegrias, diversões e novos prazeres, em novos formatos.

Existem pessoas que sempre vão preferir o fervor de uma nova paixão. Cabe a cada um dizer o que move a própria felicidade. Existe primeira vez para tudo, não apenas para relacionamentos. Primeira vez que se visita determinada cidade, primeira vez que se consegue um contrato importante no trabalho; primeira vez que se pula de asa-delta… Como e com quem você vai aproveitar todas essas primeiras vezes é uma decisão sua. Esteja no poder de suas escolhas, esteja consciente de que se relacionar é antes de tudo conhecer a si próprio que você descobrirá quais os desejos do seu eu.

Amor e casamento, é claro, implicam em muitas outras coisas. Ainda assim sou uma entusiasta do amor. Acredito que se pode amar e amar mais a mesma pessoa. Só não se deve ter medo. Viva as alegrias do amor por vivê-las; por amar senti-las; por estar feliz pela companhia que se encontra ao seu lado. É assim que daqui a muitos anos você vai constatar que viveu o seu para sempre.

Com amor.

Muito amor.

Sou historiadora e literata pela Unicamp. Criei esse blog pela necessidade de falar sobre negritude e feminismo duas coisas que para mim significam identidade. Mas como todas pessoas são diversas, você pode encontrar outros textos aqui sobre literatura, cinema, seriados! ;)

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